Agronegócio

UFPel e Embrapa criarão Parque Tecnológico

Uma incubadora irá reunir até dez startups do agronegócio e em breve sairá edital para selecioná-las

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Embrapa Clima Temperado estão unindo forças, em um modelo inédito no país, para potencializar o desenvolvimento de ciência e tecnologia voltadas ao agronegócio. As duas instituições assinaram, durante a 31ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, uma carta de intenções para a criação de um Parque Tecnológico Agropecuário.

A proposta é estabelecer uma incubadora para startups do agronegócio, que encontrarão espaço, expertise e as ferramentas das duas entidades para desenvolver seus empreendimentos. O Parque ficará sediado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa, próximo ao Campus Capão do Leão da UFPel.

O formato de parceria - entre dois entes públicos federais, uma universidade e uma unidade da Embrapa - é o primeiro do Brasil. Um comitê gestor, formado por representantes das duas instituições, será o responsável pelo Parque. Haverá espaço para dez empreendimentos. A documentação deverá ser oficializada em torno de 40 dias. Na sequência, será lançado edital para selecionar startups interessadas.

O Parque Tecnológico Agropecuário terá como público-alvo os empreendedores e empresas que demonstrem efetivo potencial para absorver e desenvolver conhecimento científico e tecnológico e que queiram constituir empresas inovadoras e/ou inserir inovações no meio produtivo ligado à cadeia produtiva do agronegócio.

Para o coordenador de Inovação Tecnológica da UFPel, Vinícius Farias Campos, o Parque Tecnológico Agropecuário será mais um espaço de fomento ao empreendedorismo. De acordo com ele, a região tem vocação para o agronegócio, mas importa tecnologia para isso. Ao mesmo tempo, tem pesquisa e grupos fortes, em áreas como Biotecnologia e Agronomia. Com o conhecimento e a experiência da UFPel e da Embrapa, as startups poderão transformar esses estudos em novos negócios e tecnologia, mantendo os profissionais qualificados na região e gerando emprego e renda. “Será um vetor de desenvolvimento da região”, projeta.

“Esta ideia nasceu do entendimento entre as duas instituições para que pudéssemos unir esforços para qualificar os ativos tecnológicos oriundos da área de Biotecnologia Agronômica, considerada uma iniciativa inovadora na região e no país, e que proporcionará o acompanhamento de etapas que requerem atenção como a pós-liberação dos ativos tecnológicos junto ao mercado”, explica o chefe adjunto de Transferência de Tecnologias da Embrapa, Enilton Fick Coutinho.

A reitora Isabela Fernandes Andrade destaca que Embrapa e UFPel possuem parceria de longo tempo, facilitando a execução de ações para implantação de uma sede para incubadoras e startups. “É uma parceria que tem tudo para dar certo porque vai fortalecer a economia da nossa região, dando oportunidade aos nossos estudantes para se envolverem e atuarem no mercado”, comenta.

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