Mobilidade

Um ano de BikePel e mais de 24,9 mil viagens

Período de pandemia reduziu fluxo, mas planos existem e passam pela revisão de valores, que podem cair

Jô Folha -

No próximo mês, o BikePel completa um ano de funcionamento na cidade. Através do serviço de compartilhamento de bicicletas, mais de 24,9 mil viagens foram feitas nesse período. Quase 12 meses após a implementação, a expectativa era de que o fluxo de deslocamentos fosse muito maior. Por conta da pandemia, o caminho seguido pelos usuários foi outro.

Entre os meses que sucederam o lançamento, ainda no último ano, e o período de férias de verão deste ano, o número de viagens diárias alcançava a casa dos 300. Desde março, o número seguiu em queda e os piores meses foram abril e maio. Segundo Vitor Barboza, representante da Mobilicidade - antiga Serttel - empresa responsável pelo serviço, a pandemia representou um grande baque para o sistema. “A expectativa era de que o número de viagens fosse crescente, mas aconteceu o contrário”. 

Durante os dois piores meses, a média de viagens ao dia chegou a uma. “Tivemos muitos dias sem nenhuma viagem”, contou Barboza. Ao todo, em quase um ano a perda de usuários ativos foi de mais de mil - o ápice de ciclistas foi de 1,2 mil; número que atualmente chega a 200.

Uma das principais justificativas para a baixa de usuários é a falta das aulas presenciais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e demais instituições de ensino. Conforme o mapa de calor que se baseia no GPS de cada veículo, os ciclistas mais frequentes eram aqueles que faziam trajetos e deixavam as bicicletas em estações próximas a instituições de ensino.

Apesar dos números em baixa, o resultado deste um ano de implementação das bikes amarelas e pretas é satisfatório para a empresa. “Mesmo com tudo isso, conseguimos enxergar que o BikePel é um projeto que deu certo. O número de usuários que se mantém é uma comprovação de que o sistema sustentável funciona em Pelotas”, salientou o representante da Mobilicidade.

Fora isso, são muitos os benefícios de utilizar um veículo individual e sustentável no momento. “Manter o sistema ativo na pandemia é um incentivo ao uso de um transporte alternativo à população”, lembra Barboza. As atuais estações com maior registro de retiradas e devoluções, ou seja, maior fluxo são aquelas nas avenidas Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Ferreira Viana, Dom Joaquim e Duque de Caxias.

Planos para o futuro

Juntamente da Secretaria de Transporte e Trânsito e das empresas patrocinadoras, a Mobilicidade planeja uma série de mudanças para o sistema, principalmente com o objetivo de alcançar outros públicos. “Nós observamos que existe um uso grande das bikes na região dos macroatacados e pontos de ônibus. Por isso a ideia de tentar aproximar o usuário ao transporte público, para que o BikePel seja uma complementação do sistema de transporte da cidade”, explicou Vitor Barboza.

Uma possível reestruturação das estações físicas também está em pauta. Atualmente, o sistema não tem realizado cobranças aos usuários por conta da entrega das bikes fora do raio de cobertura das estações. Com isso, a empresa passou a observar outros pontos de utilização e de fluxo de ciclistas.

Outra ideia é deixar o valor das viagens ainda mais barato: a diminuição pode ser de R$ 0,50. Além disso, o aumento do número de bicicletas pode ocorrer e deve chegar a 200 assim que o número de usuários voltar a subir. Quando a UFPel confirmar o retorno das aulas presenciais, o contrato entre a empresa e a Universidade deve ser assinado - plano que começou a ser desenhado ainda no último ano. As mudanças não têm data para ocorrer e estão em tratativas.

Confira alguns números do sistema

100 bicicletas
14 estações
Horário de funcionamento: das 6h às 23h.

Valores

Avulso: Pelo aplicativo, o usuário pode comprar créditos - no cartão - por R$ 5,00, R$ 15,00, R$ 20,00, R$ 25,00, R$ 30,00 e R$ 35,00. A cada 15 minutos, uma nova viagem é cobrada. Não há tempo limite de utilização. 

Assinatura mensal: Por R$ 20,00 os créditos com validade de 30 dias podem ser utilizados também por tempo indeterminado. A diferença principal é que os primeiros 30 minutos de uso não são cobrados, e os 15 minutos posteriores custam R$ 1,00; depois desse tempo, o valor comum da viagem, R$ 1,50, passa a ser descontado.

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