Referências
Uma educação gratuita e de qualidade
Escola do Sesi, integrada ao Senai pelo sistema Fiergs, oferece vagas a filhos de industriários
Jô Folha -
Desde 2014 a Escola Geraldo Giacobbe, do Sesi, traz aos filhos ou dependentes de trabalhadores da indústria, vindos de escolas públicas, a possibilidade de cursar o Ensino Médio profissionalizante na instituição. Para 2018 ainda restam 24 vagas de ingresso no primeiro ano.
O edital para matrículas, com os pré-requisitos, está disponível até o dia 24 deste mês no site. As aulas terão início em 14 de fevereiro. Alunos da comunidade em geral também podem estudar no Sesi, embora esta modalidade seja paga, lembra a nova diretora da instituição de ensino, Maristela Kellermann.
Atualmente, 60% dos estudantes são filhos de industriários. Com a gestão integrada do Sesi com o Senai, através do sistema Fiergs, a educação, feita em turno integral, conta com atividades em diversas áreas de atuação, voltadas à indústria.
A pedagogia dos projetos busca fazer o aluno atender a indústria futuramente, mas também a área acadêmica. De acordo com o ex-diretor, Augusto Russini, a maioria dos ex-alunos do Sesi hoje está na área acadêmica, principalmente na tecnológica. “Aqui, ele vai ter o subsídio necessário para o mercado de trabalho ou a vida acadêmica”, garante o educador.
Um dos diferenciais da escola do Sesi, os professores com dedicação exclusiva também atuam como dupla docência e conectando as matérias para dar complexidade ao conhecimento. Lá, por exemplo, Física e História podem ser ensinadas ao mesmo tempo, por dois educadores. Pode parecer estranho, mas Maristela garante ser uma forma de melhorar o ensino. “O conhecimento fica mais amplo e homogêneo”, aponta, destacando o perfil crítico, analítico e proativo transmitido aos alunos da instituição.
Dentre os focos do ensino, estão o aperfeiçoamento em áreas como empreendedorismo, música e teatro, além da área profissionalizante na integração com o Senai. Embora seja nova, a escola coleciona prêmios institucionais e de alunos. Os estudantes criam projetos e apresentam em feiras, sempre abordando sistemas complexos.
Dois deles já receberam reconhecimento internacional, como o ParaPet, voltado à reciclagem e com um convite para ser apresentado em Portugal. Outro, o Delas para Elas, aponta como funciona a cultura adolescente feminina, e será prestigiado em Nova York neste ano. Todo esse desenvolvimento fez a escola receber o selo de inovadora e excelência acadêmica do Ministério da Educação em 2015.
Tais projetos fazem parte também da visão de coletividade da escola. Com turmas de no máximo 25 alunos, o gerente de Operações do Sistema Fiergs, Dionísio Schutz, responsável pelo complexo, destaca a aptidão dos estudantes ao trabalho coletivo. Os trabalhos, costumeiramente feitos em grupos de até cinco pessoas, envolvem o uso de tecnologias, como computadores, tablets e até o telefone celular. “Bem utilizado, o celular é um aliado na educação”, destaca Russini, lembrando de trabalhos utilizando a presença dos estudantes nas redes sociais para ensinar empreendedorismo.
EJA
Mais tradicional, o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), noturno, também está com inscrições abertas. Com o mesmo foco de ensino, busca o trabalhador e também seus dependentes. Para níveis Fundamental e Médio, conta com aulas principalmente a distância, mas também com seminários, encontros com os professores e provas presenciais. “Nosso curso é diferenciado, traz um valor competitivo”, complementa Russini.
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