Solidariedade
Unidos por uma cirurgia para ajudar Vanessa
Autônoma necessita realizar procedimento cirúrgico no rim que custa cerca de R$ 15 mil
Carlos Queiroz -
Dores e infecções constantes na urina. Essa é a realidade que acompanha Vanessa Borges, 41, desde julho. Tudo isso ocorre devido à existência de um cálculo renal que mede cerca nove milímetros e está posicionado na parte posterior do órgão esquerdo. Já com uma lesão ocasionada pelo pedra, ela precisa passar por um procedimento cirúrgico que custa R$ 15 mil na rede privada. Sem condições financeiras de arcar com o tratamento, os amigos organizaram uma vaquinha on-line. Os interessados em somar podem realizar as doações através deste link: http://vaka.me/1414924.
A primeira crise ocorreu há 17 anos, mas com a pedra expelida uma vida normal e sem dores seguiu. Porém, em fevereiro deste ano uma nova crise aconteceu e foi necessário procurar o Pronto Socorro (PSP) e mais uma vez constatar que outro cálculo havia se formado. “A dor só aliviou com morfina”, conta. Em julho, a cena se repetiu e nenhum medicamento era capaz de aliviar as cólicas. Na oportunidade, um exame de ultrassom foi realizado e apontou que o cálculo mede cerca de nove milímetros, o equivalente a um grão de feijão. Nesse dia, a autônoma foi aconselhada a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para agendar consulta com o especialista, pois já tinha o diagnóstico da lesão, uma hidronefrose grau um.
Já com o encaminhamento em mãos para consultar um urologista, veio a pandemia e todos os procedimentos eletivos da época foram suspensos. Com isso, ela procurou médico particular e uma tomografia foi solicitada. Mais uma vez, os amigos contribuíram para que tudo realizado na rede privada fosse pago por eles. O novo exame confirmou o diagnóstico e apontou que a solução é a cirurgia para fazer a remoção do cálculo. Entretanto, segundo Vanessa, o especialista recomendou que o procedimento seja feito a laser, devido à posição e ao tamanho da pedra.
“Ele disse que a cirurgia aberta seria muito invasiva até chegar no cálculo”. Enquanto o dinheiro é arrecadado, a autônoma encara infecções urinárias e dores constantes. “Os medicamentos já fazem mal para o meu estômago”, desabafa.
A palavra de um especialista
A reportagem entrou em contato com o médico urologista Olímpio Dias Jordão para entender sobre esse tipo de procedimento. De acordo com ele, a cirurgia a laser não é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Pelotas, pois os hospitais credenciados não possuem a tecnologia. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou a informação. Além disso, o médico completa que não é possível afirmar que a cirurgia não possa ser feita por corte, mas como já existe uma técnica melhor, a antiga deve ser evitada. “Nunca é a nossa primeira opção”, completa.
O que é uma hidronefrose?
É uma a dilatação do rim que acontece quando a urina não consegue passar até a bexiga e por isso se acumula dentro do rim. Quando isso acontece, o rim não consegue funcionar normalmente e, assim, sua função vai diminuindo, podendo existir risco de desenvolver insuficiência renal. Geralmente, ela surge como complicação de outra doença, como pedra nos rins. O tratamento é retirar a causa, que, no caso da Vanessa, é o cálculo renal.
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