Saúde
UTI vai reabrir em Canguçu
Os dez leitos fechados há quatro anos devem voltar a acolher pacientes em agosto; estrutura conta com duas vagas de isolamento
Depois de permanecer fechada por quatro anos, a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Caridade, de Canguçu, deve reabrir as portas nas primeiras semanas de agosto. O momento é de ajustes em documentação para que a Vigilância Sanitária do Estado possa emitir o novo alvará de funcionamento e os dez leitos voltem a ficar à disposição do Sistema Único de Saúde (SUS).
A estimativa é de que as duas vagas de isolamento possam servir de reforço à estrutura regional de enfrentamento da Covid-19. Para recolocar a UTI Geral Adulto em condições de acolher pacientes, mais de R$ 900 mil foram aplicados, em um esforço financeiro coletivo que reuniu verbas do Poder Judiciário, do Rotary Club, de emendas parlamentares e do próprio município - ressalta a gestora administrativa, Míriam Radtke Neutzling.
Além do conserto de equipamentos, como cinco respiradores e cinco monitores, os investimentos também incluíram a compra de aparelhos novos. Sem falar, claro, na reposição de insumos e de medicamentos. “A reabertura da nossa UTI é importante para dar suporte, inclusive, aos demais atendimentos que demandam maior estrutura durante o inverno; não somente a Covid-19”, destaca Míriam.
Reserva garantida para os primeiros meses
Uma parceria firmada entre a Câmara de Vereadores e o Executivo irá garantir o pagamento das despesas por, pelo menos, dois meses, até que a direção do Hospital de Caridade consiga negociar com o Governo do Estado e a União a liberação de incentivos para manter a UTI em operação. A proposta não é de retomada provisória, como reflexo da pandemia. A intenção é de que a Unidade possa ficar em funcionamento em caráter permanente.
Tão logo a Vigilância Sanitária libere o alvará, a equipe médica precisa de pequeno prazo para ajustar as escalas - já que a grande maioria atua em outras instituições, de outros municípios - e o trabalho já poderia se iniciar. Parte dos profissionais, incluídos enfermeiros e técnicos em Enfermagem, já assinou contrato.
A expectativa é de que os custos cheguem a aproximadamente R$ 300 mil, por mês, para manter a UTI Geral de portas abertas à comunidade da Zona Sul.
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