Estação
Verão será marcado por nova estiagem no Estado
Com efeito do fenômeno La Niña, chuvas devem ficar abaixo das médias históricas; estação também deve registrar picos de calor em fevereiro
O cronômetro dispara para o início do verão que foi às 7h02min desta segunda-feira (21), com um anúncio aos moradores do Rio Grande do Sul: os próximos meses devem ser de estiagem em decorrência do fenômeno La Niña. Na Zona Sul, os primeiros dias da nova estação tendem a registrar mínimas que irão oscilar dos 8°C aos 12°C, conforme o município. O mês de fevereiro, entretanto, deve apresentar ondas de calor com picos de temperatura acima das médias históricas, podendo ultrapassar os 40°C.
Dados da MetSul Meteorologia indicam: apesar do prognóstico de tempo seco, a estiagem de 2021 deverá ser menos rigorosa do que a registrada no verão 2019/2020 e que deixou prejuízos. Neste momento, o cenário hídrico - apesar de não muito favorável em diversas áreas do Estado - é de mais chuva do que se comparado ao mesmo período do ano passado. “O mês de janeiro, no começo, na metade e no final, deverá ter as chamadas chuvas agrícolas, de aproximadamente dez milímetros”, afirma a meteorologista Estael Sias. Não raro, são o suficiente para amenizar a condição de lavouras e pastagens, na zona rural.
Variação térmica será ampla na região
Aquela recomendação para quem sai cedo de casa levar um casaquinho no ombro deverá se aplicar para vários dias do verão 2021. Uma das características da estação na Zona Sul será a variabilidade térmica. Muitos dias irão começar com ar mais gelado, com as mínimas próximas dos 10°C, mas à tarde as temperaturas sobem aos 30°C.
No mês de março, mais perto da transição para o outono, a região poderá ser a primeira do Rio Grande do Sul a registrar geada, principalmente em cidades mais altas, como Canguçu e Pinheiro Machado - adianta a meteorologista ao interpretar os mapas.
Se necessário, água do arroio Pelotas pode chegar à barragem
Uma estrutura montada durante o verão deverá garantir que 300 litros por segundo possam chegar do arroio Pelotas à barragem Santa Bárbara - vinculada à Estação de Tratamento de Água (ETA) responsável pelo abastecimento de 60% da cidade de Pelotas - se a estiagem voltar a espalhar efeitos pela região. A obra, que deverá custar em torno de R$ 230 mil, já está autorizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
A ideia é que com a expansão da capacidade de recalque - através de uma adutora já existente e uma extensão de valas -, o reforço de água chegue à barragem. “É uma intervenção infinitamente mais barata e a gente vai ter este gerenciamento: se tiver estiagem, já dá este suporte e, se não tiver estiagem, tem ali a ampliação de um sistema do Sanep”, ressalta a diretora-presidente Michele Alsina.
Em junho deste ano, a barragem atingiu 4,40 metros negativos; o pior nível da história. A autarquia publicou, inclusive, decreto com restrições que proibiam atividades como lavar calçadas e veículos. O racionamento, entretanto, não precisou ser implementado.
Carregando matéria
Conteúdo exclusivo!
Somente assinantes podem visualizar este conteúdo
clique aqui para verificar os planos disponíveis
Já sou assinante
Deixe seu comentário