Prejuízo

Furtos de hidrômetros em 2023 custaram mais de R$ 40,3 mil aos cofres do Sanep

Em 2024, os registros chegam a 35,31% do total de crimes do ano passado

Foto Volmer Perez - Peça em metal atrai os ladrões

Entre 5h e 5h30min da última terça-feira (9), pelo menos três hidrômetros foram levados de residências em diferentes regiões de Pelotas. Os casos foram registrados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), pois o boletim de ocorrência é a única forma da vítima não ter que arcar com uma nova peça. O prejuízo, no entanto, recai sobre o Sanep, que só em 2023 arcou com mais de R$ 40,3 mil para a reposição de 269 peças furtadas. Isso sem contar o desperdício com a água potável que fica vazando nas calçadas.

O primeiro furto registrado na DPPA ocorreu às 5h, na avenida Bento Gonçalves, no bairro Cruzeiro do Sul, perto de uma supermercado. Vinte minutos depois, um hidrômetro foi retirado de uma casa na avenida Visconde de Pelotas, na Cohab Tablada. Em seguida, às 5h30min, criminosos retiraram o equipamento em uma residência na rua Senador Mendonça, próximo à Marcílio Dias. Ainda este mês, uma peça foi furtada da Rua Onze, no bairro Areal. Todos esses casos ainda vão entrar no levantamento da autarquia que tem, até março de 2024, 95 ocorrências apresentadas por vítimas, ou seja, 35,31% do total do ano passado. 

O chefe da Divisão de Hidrômetros do Sanep, Leonardo Duarte, explica que desde a mudança da forma de cobrança, quando passou a ser pelo consumo medido e a implantação da taxa de serviço básico, é sempre a autarquia que custeia o aparelho. Quando a vítima não toma nenhuma providência, há o risco de vazamento de água potável “Há casos em que o registro não é danificado e é possível fechá-lo até que o hidrômetro seja reposto. Mas, via de regra, fica o vazamento de água”, observa Duarte.

O que há de valioso

Os equipamentos furtados são geralmente utilizados para retirada de um só material, sendo que o restante é desperdiçado. Duarte explica que nos hidrômetros mais antigos há peças de metal que acredita-se ser o alvo dos criminosos. “Os mais atuais, são predominantemente de plástico, evitando peças com valor de mercado, para inibir os furtos”, salientou.

A autarquia alerta que é preciso ter cuidado no momento de proteger a peça contra o furto, pois o proprietário pode dificultar a leitura do relógio. “A dica é seguir o padrão de acessibilidade que o Sanep instrui os clientes a executar. Utilizar grade de proteção com parafusos. Assim, é acessível tanto à leitura, quanto à manutenção das equipes da autarquia sempre que necessário”.

Se for pego

Caso um suspeito seja flagrado furtando um hidrômetro - que é enquadrado como furto qualificado - ele será julgado. Se for condenado, pode pegar de dois até oito anos de prisão, mais multa, conforme o Código Penal, artigo 155, inciso 4º, se o crime for cometido com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; com emprego de chave falsa; ou mediante concurso de duas ou mais pessoas.

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