Enfrentamento
Pacto por Pelotas na segurança, na Covid e agora na enchente
Estratégias do Programa Pacto Pela Paz, criado em 2017, agilizaram ações durante a calamidade e garantiram a proteção de pessoas desabrigadas
Foto: Volmer Perez - Forças de segurança se uniram em ações preventivas nas áreas atingidas
Criado em 2017 para reduzir a criminalidade em Pelotas, o Pacto Pelotas pela Paz abriu frentes para garantir a vida das pessoas também em situações de crise humanitária. Assim foi na pandemia da Covid-19 e, agora, durante a enchente que desabrigou e desalojou pessoas no Município. A conclusão é da Coordenação Regional da Defesa Civil do Estado divulgada na última reunião na sala de situação montada no 9º Batalhão de Infantaria Motorizado na manhã desta quinta-feira. Com a presença de representantes de todos os órgãos e setores envolvidos no enfrentamento das cheias, o encontro foi em tom de despedida, embora o contato vá ser mantido, com a presença, claro, das polícias, Guarda Municipal e Bombeiros.
O coronel Marcio Andre Facin, coordenador Regional da Defesa Civil, disse não estar surpreso com o apoio recebido dos órgãos de segurança de Pelotas e região e pela liderança da prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), pois conhece bem a equipe com quem trabalha desde a época em que comandava o 4º Batalhão de Polícia Militar e vivenciou a primeira grande experiência de crise, quando vários órgãos se uniram. “Lá em 2017 nós perdemos 18 vidas em um mês para o crime. Desta vez, não tivemos nenhum crime em maio”, destacou Facin ao ressaltar que agora diante do mesmo cenário de calamidade, assim como na pandemia, sabia que poderia contar mais uma vez com a integração das instituições no resguardo de famílias atingidas pelas cheias. Para a chefe do Executivo, essa integração das forças de segurança com o Município está no DNA e Paula agradeceu mais uma vez a atuação das polícias Civil, Federal, Brigada Militar e Guarda Municipal que garantiram a segurança nas ruas, reforçando nas alagadas, e da população dos abrigos, além da atuação dos bombeiros e do Exército que estiveram presentes desde o início da crise. “O Pacto Pela Paz fez toda a diferença e nos trouxe um efeito colateral positivo”.
Brigada Militar
Para o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Paulo Renato Scherdien, no momento excepcional de crise climática, que há muito anos não ocorria, a BM juntamente com as outras forças de segurança e diversos voluntários proporcionou uma maior ação de ostensividade, que somando a presença do Exército, aumento a visibilidade, consequentemente, a sensação de segurança. “Isso contribuiu para que não tivéssemos uma maior incidência de arrombamentos e furto à residência”, frisou.
Polícia Civil
O titular da 18ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Márcio Steffens, explica que a principal atribuição é investigação criminal, e que nesse período o trabalho não cessou, tanto que houve a prisão dos suspeitos do latrocínio de março. Mesmo assim, o órgão prestou auxílio de forma ostensiva em apoio à Brigada Militar. “Diante de todo contexto que se apresenta, com pessoas tendo que deixar suas casas com tudo dentro, sendo o maior temor, e os abrigos implementados pela Prefeitura, acabamos intensificando as rondas de maneira mais preventiva. Me parece que os resultados ao final foram positivos, embora possamos ter ainda registros de crimes contra o patrimônio tardios”, comentou o delegado.
Guarda Municipal
Foram quase 800 desabrigados acolhidos em oito espaços distribuídos pela cidade, por praticamente um mês, e apenas um registro de ocorrência policial. Resultado que para as forças de segurança da cidade é bastante positivo. Para a titular da Secretaria de Segurança Pública de Pelotas, Cíntia Aires, o desempenho pode ser atribuído à presença de um guarda municipal em cada lugar 24 horas, além dos rodízios com as demais instituições que se somaram para fazer o policiamento nos abrigos. “Além disso, nós intensificamos as rondas nas áreas evacuadas e pudemos contar com reforço do efetivo, sendo que Pelotas recebeu o apoio da GM de Bagé e de Santa Catarina. Sem contar com a atuação do Batalhão de Choque e dos bombeiros. Com isso, tentamos reforçar o máximo possível o policiamento para diminuir quaisquer danos patrimoniais que a população atingida pela cheia pudesse sofrer”, ressaltou.
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