Prevenção

Zona Sul é contemplada com R$ 1,5 milhão para construção de cisternas

Consórcio Público do Extremo Sul debate agora as prioridades, entre os 20 municípios, para instalação dos equipamentos

Foto: Divulgação - Estrutura serve para estocar água da chuva

A Zona Sul comemora uma conquista muito importante e que poderá amenizar os efeitos da estiagem do próximo verão. Embora o momento seja de muita chuva, a proposta enviada pelo Consórcio Público do Extremo Sul (Copes) para a instalação de cisternas foi contemplada com R$ 1,5 milhão de verba do governo federal. O dinheiro já está no caixa e a etapa agora é conversar com os prefeitos dos 20 municípios da Copes para definir qual os locais que exigem prioridade, uma vez que os recursos não cobrem a demanda. Em paralelo, o Consórcio prepara a licitação para a seleção da empresa para a execução da obra.

De acordo com o secretário Executivo do Copes, Daizon Stoquetti, em todo País foram três projetos enviados com esse propósito, uma com R$ 15 milhões, outro com R$ 3 milhões e o da Zona Sul, com R$ 1,5 mil, que foi rapidamente contemplado por apresentar documentação completa. “A região vem sofrendo há tempos com estiagens e só depois que acontece o problema que é debatido e buscado soluções. Desta vez estamos correndo na frente”, considerou.

O cadastro para aquisição de equipamentos de implementação de infraestrutura de acesso à água foi feito junto ao Ministério das Cidades e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e a inclusão socioprodutiva, além de proporcionar melhores condições de saúde, segurança alimentar e nutricional por meio do acesso à água. Conforme o Copes, o público alvo é, principalmente, famílias de baixa renda com acesso precário à água, ou seja, os pequenos agricultores familiares que mais sofrem em época de estiagem.

Este ano, quase todos os municípios da Zona Sul decretaram situação de emergência. A maioria foi homologada com verbas sendo enviadas para sanar as perdas. O total em prejuízo, conforme a Emater Regional, foi de R$ 1,835.768.326,99, sendo os mais atingidos foram Herval e Pedras Altas. “A base do nosso Município é [agricultura] primária e temos propostas cadastradas, mas ainda não tivemos respostas”, informou o secretário de Agricultura de Pedras Altas, Ivanilson Luiz Moreira.

Para o diretor Regional da Emater,Ronaldo Maciel, a importância da obra é para o armazenamento de água coletada no telhado das construções nos períodos mais chuvosos do inverno para utilização nos meses de escassez hídrica, no verão. “Na verdade, na maioria dos anos, há uma grande quantidade de chuva no inverno que poderia ser armazenada na forma de cisternas ou açudes, sendo utilizada pelos agricultores em períodos mais secos. Então é uma forma preventiva para minimizar os efeitos de uma estiagem”.

Equipamentos
O projeto contempla a aquisição de nove cisternas de 52 mil litros e 200 de 16 mil litros. “Agora vamos nos reunir com os prefeitos dos 20 municípios para debater e eleger os locais prioritários para receber os equipamentos, uma vez que esse total não abrange toda a região.” A cisterna, segundo Stoquetti, é tipo um reservatório que capta, armazena e conserva a água da chuva, que pode ser tratada e consumida. As obras devem começar em novembro, por causa das chuvas, e levar 45 dias para conclusão.

Participam do Copes Arroio do Padre, Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Herval, Jaguarão, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu.

Poços artesianos
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou até 22 de setembro o prazo para que os municípios se habilitem ao edital de distribuição de água, por meio da perfuração de poços em comunidades rurais. A medida, dentro das ações do Supera Estiagem, contempla todas as cidades que tiverem interesse com recursos na ordem de R$ 66,7 milhões para serem distribuídos. Até o momento, 250 municípios já demonstraram interesse. A assessoria da Seapi agora faz o levantamento para saber quantos são de cada região, como a Zona Sul.

O valor disponibilizado às prefeituras levará em conta o tipo de rocha a ser perfurada (sedimentar/poroso ou ígnea/fraturado). Os valores variam entre aproximadamente R$ 215 mil ou R$ 117 mil, para a perfuração de um poço. Também é possível aproveitar o saldo financeiro para um segundo poço, quando houver, mediante aditivo.

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