Danos
Desabrigo no ponto de ônibus
Em quatro pontos da rua General Osório faltam vidros; há suspeita de que seja o clima ou colisões de ônibus
Paulo Rossi -
Abrigos foram instalados em fevereiro do ano passado (Foto: Paulo Rossi - DP)
Um investimento da prefeitura de Pelotas de cerca de R$ 1,3 milhão, feito há menos de dois anos, ainda divide opiniões. São os abrigos para embarque e desembarque dos ônibus do transporte coletivo. A estrutura de vidro, no entanto, não combina com a instabilidade do clima pelotense. Na última semana, duas placas de vidro viraram cacos do material em dois pontos da rua General Osório. A suspeita do secretário de Transporte e Trânsito (SMTT), Flávio Al Alam, são as grandes mudanças térmicas ao longo do dia. Outro fator são os acidentes envolvendo a saída dos ônibus das paradas.
Quando ocorre o acidente por conta de movimentos bruscos de angulação nos veículos do Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas, a empresa é a responsável pela recolocação dos vidros. Em contrapartida, quando estouram por conta das temperaturas, os custos ficam a cargo da SMTT. Al Alam explica que, apesar dos espaços adequados entre os vidros para dilatação térmica, em certos casos o vidro não suporta e, então, explode.
Ao todo, entre as avenidas Domingos de Almeida, Duque de Caxias, Juscelino Kubitschek e as ruas General Osório e Marechal Deodoro, 130 pontos de ônibus no modelo de vidro blindex estão instalados. De acordo com o secretário, cerca de sete foram danificados desde o início da instalação, em fevereiro do ano passado. Na General Osório, quatro pontos estão com vidros faltando e, em alguns, os cacos ainda podem ser vistos pela calçada. São quatro vidros superiores e um lateral.
A perspectiva da SMTT é de que o mesmo modelo seja construído na Deodoro, processo que já se iniciou. Faltam ainda os trechos entre a avenida Bento Gonçalves e rua Marechal Floriano. A colocação é feita depois do asfaltamento dos locais que ocorrem as obras do corredor dos ônibus.
Três paradas tiveram o vidro superior quebrado (Foto: Paulo Rossi - DP)
Opiniões diversas
"Pra mim isso foi um desperdício de dinheiro público", opinou Luciane Motta, autônoma. Enquanto esperava o ônibus da linha Jardim das Tradições, ela observava a estrutura dos abrigos na General Osório. O material, na opinião dela, poderia ser outro, mais resistente à passagem do calor. "No verão é muito quente, insuportável." Além disso, outra pelotense ressalta o perigo da escolha pelo vidro. "De noite, com brigas, isso pode virar uma arma", acredita Jaqueline Machado, 35.
Flávio Al Alam destaca que a escolha da estrutura se deu a fim de seguir um padrão estético já adotado por outras cidades do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, e de fora dele, como Nova York e Lisboa. Assim como acontece com os outros tipos de estruturas, como as de cor laranja instaladas nos bairros da cidade, o secretário acredita que existam desvantagens e vantagens na escolha.
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