Pandemia
Escolas do Ensino Infantil ainda seguirão fechadas
Nenhuma das instituições recebeu a vistoria da Vigilância e apenas três tiveram o protocolo aprovado
Divulgação -
A partir desta quinta-feira (1º) as escolas privadas de Educação Infantil já podem reabrir as portas, obedecendo os protocolos sanitários. Porém, em Pelotas, nenhuma delas retornou às atividades. Para isso acontecer todas precisam ter o plano de contingenciamento aprovado pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COE-E) e, em seguida, uma vistoria feita pela Vigilância Sanitária. Até o momento, nenhuma delas passou por todo processo.
De acordo com a representante do Sindicreches no COE-E, Luciana Wachholz, até quarta-feira, 24 planos tinham sido enviados. Desses, apenas três foram aprovados e outros oito foram enviados novamente aos proprietários, solicitando outras adequações. “Hoje já começam as marcações das vistorias dessas três escolas”. Ela garante que a equipe está empenhada para fazer a reabertura acontecer, mas sempre colocando a segurança e saúde em primeiro lugar. “Estamos ansiosos, mas temos um compromisso com os pais”, disse, assegurando que todas as medidas sanitárias necessárias estão sendo tomadas. Não é possível saber quantos planos serão recebidos, já que enviar é uma avaliação particular de cada uma.
A equipe diretiva do Colégio Gonzaga estará reunida nesta manhã para tomar as devidas decisões. De acordo com o diretor Carlos Santo, tudo indica que eles retornarão com poucos alunos, mas a data de início só será definida no encontro da equipe. Até quarta, a escola estava realizando uma enquete com os pais para saber quais necessitam da escola aberta. O resultado também será conhecido na reunião. Entretanto, mesmo que o Gonzaga firme uma data de reabertura ainda é preciso aguardar a visita da Vigilância Sanitária. Santo explica que o plano de contingenciamento foi entregue em junho e recentemente ele ficou sabendo da aprovação, mas para efetivar a abertura ainda falta a visita. “E não sabemos quando ocorrerá”, completou.
Na Escola Érico Veríssimo a situação não é muito diferente. De acordo com Dora Votto, responsável pela parte administrativa do colégio, os pais também estão respondendo uma enquete. Assim, a Érico Veríssimo conseguirá avaliar quantos alunos necessitam do retorno. O plano de contingenciamento já foi enviado, mas ainda não receberam resposta de aprovação. “Estava sendo protocolado”, disse.
Com uma realidade bem diferente das escolas maiores, Daiane Campos Bello, proprietária da Gotinhas de Luz Brilhantes, decidiu retornar só em dezembro. “Somente uma das famílias que atendemos gostaria de voltar agora, e como nessa época não tem procura de alunos, a gente não teria condições de manter”, relatou. Os funcionários da escola estão com o salários suspensos e caso voltassem os pagamentos retornariam, mas as mensalidades não seriam integrais. “Optamos por retornar mais tarde na expectativa de alunos novos, já que a maioria dos pais querem a volta após a vacina”, completou.
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