Vacina

Faltam doses de CoronaVac no Estado

Com quase 25 mil doses em atraso, municípios da Zona Sul aguardam nova remessa do Instituto Butantan

O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta quarta-feira (28) o envio de uma nova remessa de vacinas para o Rio Grande do Sul. Chegam na quinta-feira (29) em Porto Alegre 353.750 doses do imunizante de Oxford/AstraZeneca e 7.200 de CoronaVac. O montante da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, no entanto, é insuficiente para atender a demanda de segunda dose no Estado.

De acordo com os números da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), faltam 24.820 doses para a segunda aplicação de CoronaVac na Zona Sul. São duas remessas em atraso, que deveriam ser entregues às coordenadorias em 22 e 26 de abril. Somente em Pelotas são 10.880 pessoas que deveriam estar recebendo o complemento da vacina.

Secretário Executivo do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems), Diego Espíndola afirma que o conselho mantém contatos diários com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tentar antecipar ao máximo a chegada de novas doses. “A nossa luta aqui é essa. A gente tem mandado documentos diariamente para o Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde], para o ministro da Saúde. Mas temos um atraso, já deveríamos ter começado a aplicar a segunda dose em um número expressivo de pessoas e isso gera uma insegurança. A gente já tem uma dificuldade de mobilizar as pessoas a se vacinar, então imagina manter essa mobilização quando falta vacina.”

Em Pelotas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diz ter vacinas para aplicar a segunda dose apenas naquelas pessoas com 71 anos ou mais, que estão no calendário já divulgado, e aguarda a chegada de nova remessa para continuar com a imunização das demais faixas etárias. “A SMS orienta que as pessoas mantenham os cuidados de proteção ao coronavírus e aguardem a divulgação de novas datas para aplicação da segunda dose da vacina, que serão informadas pelos canais oficiais da prefeitura”, destaca a secretária de Saúde, Roberta Paganini.

Baseada nas orientações do Ministério da Saúde e na avaliação de especialistas sobre vacinação, a secretária explica que, mesmo com o atraso na administração da segunda dose da vacina, não haveria perda ou interrupção no processo de imunização. Segundo ela, o importante é receber a segunda dose para garantir a proteção completa contra a doença. “De qualquer forma, as pessoas precisam continuar com as medidas de proteção, mesmo que já tenham recebido a segunda dose da vacina”, completa.

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