Exemplo
Páscoa de solidariedade na aldeia Gyrô
Grupo Seja Solidário organiza doação de cestas básicas para a população indígena na Cascata
Divulgação -
Eles podem até estarem isolados e distantes, mas não foram esquecidos. As crianças indígenas Kaingang, da aldeia Gyrô, na Cascata, terão uma surpresa na véspera da Páscoa. Um grupo de amigos, que recebeu o nome Seja Solidário, uniu forças para fazer o dia das 19 crianças que moram no local melhor. E quem ganha não são apenas aqueles que recebem, mas o grupo, que prestes a completar um ano é responsável por doações semanais a moradores de rua e usa as datas comemorativas para expandir sua corrente do bem.
Com o intuito de ajudar pessoas, a história do projeto teve início em abril de 2020, no início da pandemia. Na oportunidade, Cresmar Rodrigues e Flávia Rodrigues, os idealizadores, criaram uma mobilização para auxiliar uma jovem que passava por problemas financeiros. Com a ajuda de amigos, roupas e alguns móveis foram arrecadados. O sentimento de gratidão fez com que o grupo, agora formado por Nice Fonseca, Camila Fonseca, Alexandre Bierhals, Jeferson Bastos, Renato Ribeiro, Fabrízia Duarte, Taiana Simões, Rosimere Conceição e Tales Dias, seguissem com a prática da solidariedade.
No ano passado, o Dia das Crianças e o Natal ganharam novo significado ao grupo, que viu uma oportunidade de ajudar os índios Kaingang. E com a chegada de mais uma data especial, a Páscoa, celebrada também na aldeia com o significado de “adoração ao Deus único”, o grupo irá oferecer balas e chocolates, além de cestas básicas, àqueles que também encontram dificuldades durante os dias de pandemia. “Há duas semanas eles nos ligaram pedindo ajuda por conta da necessidade de alimento e então resolvemos fazer uma ação com eles. Além das cestinhas, vamos levar leite e alimentos, para fazer a Páscoa deles melhor”, conta Rodrigues.
A entrega, que será realizada neste sábado (2), contará com muito cuidado e respeito às restrições impostas pela Covid-19. Rodrigues conta que desde o início da pandemia a aldeia encontra-se trancada e as visitas para a distribuição das doações passam por um longo processo antes de entrar. “Chegando lá, eles tem uma espécie de escritório na entrada da aldeia, onde são higienizadas todas as coisas que entram, como os alimentos e brinquedos. A gente também fez o teste da Covid e procuramos ir em menos quantidade, de nove vamos em três pessoas, para não ter aquele perigo de alguém estar infectado. Como eles não saem de lá, então a gente achou melhor assim”, explica.
As doações de itens para compor os kits de Páscoa ainda estão sendo recebidas pelos integrantes do projeto até a noite de hoje. Guloseimas como pirulitos, balas, chocolates e bolachas são bem-vindas para que todas as crianças sejam atendidas.
Em situação de rua
O projeto Seja Solidário também atende, semanalmente, pessoas em situação de rua. Todos os domingos à noite são distribuídas em torno de cem a 120 refeições. Além do alimento, roupas, máscaras e itens de higiene também são doados. Nas quintas-feiras, o grupo distribui café, suco e sanduíches.
Para isso, doações também são aceitas. “Estamos sempre precisando e aceitando. Sabemos que nos dias de hoje está muito difícil, as doação acabam as vezes caindo muito, mas não estamos medindo esforços”, relata Cresmar. Ele cita que semanalmente campanha de alimentos são realizadas, e na última semana 200 quilos de arroz foram doados. Nos próximos dias, a arrecadação será de feijão.
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