Medicina

Reforço no tratamento do mal de Parkinson

Hospital St.Days investe no regime de hospital-dia e traz novos métodos de combate à doença

Divulgação -

O Mal de Parkinson, doença degenerativa neurológica, atinge cerca de 200 mil brasileiros. Segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 o número de pacientes com este diagnóstico pode dobrar. O tratamento para uma enfermidade tão preocupante, que afeta muitas pessoas com idade superior a 65 anos, ganhou reforço em Pelotas, no hospital St.Days.

As consultas na instalação ocorrem com o neurocirurgião José Francisco Schulte. Especializado no tratamento desta doença, ele explica que há duas maneiras de tratar o Mal de Parkinson: medicamentoso e neurocirúrgico. O primeiro acompanhamento é feito através de uma série de medicamentos prescritos de forma individualizada aos pacientes, segundo suas características e diagnósticos. “Não há uma receita uniforme, os remédios são indicados conforme o perfil. Alguns têm mais tolerância a certos medicamentos, outros têm menos. Tem determinados remédios que, às vezes, o organismo acaba não aceitando, então se vai por outro caminho”, diz.

O outro tipo de tratamento é o neurocirúrgico, através da neurocirurgia funcional para desordens de movimento. Este procedimento consiste na neuroestimulação profunda dos núcleos da base para solucionar esta desordem. A indicação desta opção de acompanhamento normalmente acontece quando os doentes com esta patologia já chegaram na dose máxima dos medicamentos. Entretanto, os pacientes que recorrem ao tratamento neurocirúrgico obtém melhores resultados ao longo do tempo. “O Parkinson é uma doença degenerativa, progressiva e que piora a cada ano. Com o tempo, nós atualizamos a quantidade de medicamentos e esse aumento pode trazer alguns efeitos colaterais. A cirurgia aumenta o estímulo, muda os padrões do núcleo da base. As pessoas que fazem o tratamento neurocirúrgico tem melhores resultados durante os anos do que o melhor tratamento medicamentoso. Isso é um dado muito importante”, aponta Schulte.

Entre outros benefícios do tratamento neurocirúrgico, está o acompanhamento mais eficaz, com o menor índice de efeitos colaterais. “A redução da medicação dos pacientes que realizam os tratamentos chega a quase 70%. Um doente que tome um medicamento cinco vezes ao dia, reduz para uma ou duas vezes e em dosagens bem menores. Este é um impacto direto da cirurgia”, pontua.

Por se tratar de ser uma ação cirúrgica de alta complexidade, o hospital não realizará em sua sede a cirurgia funcional do Mal de Parkinson. Os pacientes iniciarão estes procedimentos no St.Days com o neurocirurgião José Francisco Schulte, contudo, a cirurgia será realizada em outros locais. Isso acontece pelo regime de hospitais-dias não permitir que o paciente fique mais de 12 horas internado e pelo serviço de UTI, que faz parte de uma instalação desta categoria. A especialidade do local serão as avaliações pré-operatórias com cardiologistas, neurologistas, profissionais de diversas áreas da psicologia, além de fisioterapeutas especializados em neuro-reabilitação e outras especialidades médicas.

A instalação funciona em regime de hospital-dia, cujas atribuições são as assistências intermediárias entre a internação e o atendimento ambulatorial. Estão compreendidos nesta definição os procedimentos clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, que exijam a permanência do paciente na Unidade por um período máximo de 12 horas. “Temos uma clínica robusta, com a presença de diversos especialistas. Contamos com um centro cirúrgico para procedimentos de pequena e média complexidade. Também contamos com uma equipe bastante competente para o tratamento do Mal de Parkinson, com o suporte máximo para o paciente”, afirma o diretor de administração e quiropraxista, Danilo Medeiros.

Outras informações no site saintsdayhospital.com. Também é possível fazer contato no telefone (53) 3228-6934. A casa de saúde está localizada no bairro Areal, na rua Doutor Cláudio Manoel da Costa, 1.683.

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